Por que o corpo precisa de movimento todos os dias?

 

    Nosso corpo foi feito para se movimentar.

    Caminhar, levantar, agachar, alcançar, carregar, girar, subir, descer, alongar, respirar com mais intensidade. Ao longo do dia, cada pequeno movimento contribui para manter diferentes sistemas do organismo ativos e funcionais.

    O problema é que a rotina moderna tornou possível passar muitas horas quase sem sair do lugar. Trabalho sentado, deslocamentos de carro, longos períodos diante de telas e momentos de lazer também sedentários podem fazer com que o movimento deixe de acontecer naturalmente.

    E o corpo percebe essa ausência.

    Movimentar-se todos os dias não significa realizar treinos intensos diariamente. Significa oferecer ao organismo estímulos frequentes para que ele continue fazendo aquilo para o qual foi preparado: mover-se, adaptar-se e responder às demandas da vida.

Movimento é mais do que exercício físico

    Quando pensamos em movimento, é comum imaginar imediatamente uma aula, uma academia ou algum tipo de treinamento estruturado.

    Mas existe uma diferença importante.

    O exercício físico é uma atividade planejada, organizada e realizada com determinado objetivo, como melhorar força, mobilidade, condicionamento ou flexibilidade.

    Já o movimento diário inclui também ações simples da rotina:

- caminhar; 

- subir escadas;

- levantar-se da cadeira;

- realizar tarefas domésticas;

- brincar com crianças;

- cuidar do jardim;

- deslocar-se a pé;

- mudar de posição durante o trabalho.

    Tudo isso conta.

    O ideal não é escolher entre “treinar” e “se movimentar”. As duas coisas se complementam.

    Uma pessoa pode fazer uma ótima aula de exercício pela manhã e, ainda assim, passar praticamente todo o restante do dia sentada. Por isso, além da prática regular de exercício físico, é importante criar oportunidades de movimento ao longo das horas.

O que acontece quando nos movimentamos?

    O movimento envolve muito mais do que músculos.

    Quando caminhamos, levantamos ou realizamos um exercício, diferentes sistemas trabalham em conjunto.

    O coração aumenta sua atividade para transportar sangue e oxigênio. Os músculos produzem força. As articulações percorrem suas amplitudes de movimento. O sistema nervoso coordena equilíbrio, percepção e controle corporal.

    Com a prática regular, o organismo recebe estímulos que ajudam a preservar e desenvolver capacidades fundamentais para a vida cotidiana.

    Entre elas estão:

    Força, necessária para levantar, carregar objetos, subir escadas e realizar tarefas com independência.

    Mobilidade, que permite às articulações se movimentarem adequadamente.

    Equilíbrio e coordenação, importantes tanto para atividades simples quanto para a prevenção de quedas.

    Condicionamento cardiorrespiratório, que influencia nossa capacidade de realizar esforços sem apresentar fadiga excessiva.

    Flexibilidade, relacionada à capacidade dos tecidos de permitir determinados movimentos.

    Essas capacidades não existem isoladamente. Elas trabalham juntas sempre que o corpo precisa responder a uma tarefa.

Ficar muito tempo parado também importa

    Nos últimos anos, tornou-se cada vez mais comum passar longos períodos sentado.

 Mesmo pessoas que praticam exercícios regularmente podem acumular muitas horas de comportamento sedentário ao longo do dia.

    Por isso, uma rotina ativa não depende apenas de quantos minutos reservamos para treinar.

    Também importa quanto nos movimentamos entre um treino e outro.

    Pequenas pausas durante o trabalho, caminhar alguns minutos, levantar-se com frequência ou realizar     movimentos simples já ajudam a interromper períodos prolongados de inatividade.

    Não é necessário transformar cada pausa em uma sessão de exercícios.

    Às vezes, o corpo precisa simplesmente deixar de permanecer imóvel.

Movimento ajuda a preservar autonomia

    Existe uma razão especialmente importante para manter o corpo ativo ao longo da vida: autonomia.

  Força, equilíbrio, mobilidade e condicionamento estão diretamente relacionados à capacidade de realizar tarefas cotidianas com independência.

    Levantar-se do chão.

    Carregar compras.

    Alcançar uma prateleira.

    Subir uma escada.

    Caminhar por alguns quarteirões.

    Brincar com os filhos ou netos.

    Essas ações podem parecer simples enquanto são fáceis. Mas são justamente elas que revelam quanto a capacidade física influencia nossa liberdade cotidiana.

    Manter o movimento presente na rotina é também uma forma de investir no corpo que desejamos continuar utilizando no futuro.

E a mente também se beneficia

    No Viva, entendemos a saúde de forma integrativa.

    Corpo, mente e emoções não funcionam como compartimentos completamente separados.

    O movimento pode fazer parte de uma rotina de cuidado que favorece sensação de bem-estar, disposição, percepção corporal e momentos de pausa das demandas mentais do cotidiano.

    Uma caminhada, uma aula de Pilates ou uma atividade realizada com música podem proporcionar experiências muito diferentes, mas todas podem criar uma oportunidade importante: sair da imobilidade e voltar a perceber o próprio corpo.

    Isso não significa que o exercício substitua outros cuidados necessários com a saúde emocional. Significa apenas reconhecer que o movimento também pode ocupar um lugar valioso dentro de uma vida mais equilibrada.

É preciso treinar todos os dias?

    Não necessariamente.

    Dias de recuperação também fazem parte de uma boa programação de exercícios.

    O que pode estar presente diariamente é o movimento, enquanto o treinamento estruturado pode variar de acordo com objetivos, condição física, modalidade e necessidade individual.

    Em alguns dias haverá uma aula mais intensa.

    Em outros, uma caminhada.

    Em outros, alguns minutos de mobilidade ou uma rotina mais tranquila.

    O corpo não exige performance máxima todos os dias. Ele se beneficia de regularidade.

Pequenos movimentos também constroem uma rotina ativa

    Uma das maiores armadilhas quando pensamos em saúde é imaginar que só vale aquilo que é perfeito.

    Se não houver uma hora disponível, não fazemos nada.

    Se não houver equipamento, adiamos.

    Se o treino não puder ser intenso, pensamos que não contará.

    Mas uma vida ativa é construída também com pequenas escolhas repetidas.

    Você pode:

- levantar-se algumas vezes durante períodos longos de trabalho;

- caminhar em pequenos trajetos;

- utilizar escadas quando for adequado;

- realizar alguns movimentos de mobilidade;

- brincar, dançar ou realizar atividades domésticas com mais disposição;

- reservar momentos específicos da semana para exercícios estruturados.

    O objetivo não é transformar o dia inteiro em treinamento.

    É impedir que o movimento desapareça dele.

Movimento é uma forma de cuidar de si

    Criar uma rotina ativa não precisa começar com grandes metas.

    Ela pode começar simplesmente com uma pergunta:

Quanto meu corpo se movimenta durante um dia comum?

    Observar a própria rotina já pode revelar pequenas oportunidades de mudança.

    Com o tempo, essas escolhas ajudam a construir algo maior: um corpo mais preparado para as atividades cotidianas e uma relação mais consciente com a própria saúde.

    No Viva Saúde e Bem-Estar, acreditamos que cuidar do corpo não é buscar perfeição. É criar condições para que ele continue forte, móvel, funcional e presente ao longo da vida.

    Porque movimento não é apenas aquilo que fazemos durante uma aula.

    Movimento faz parte da própria vida.


Postar um comentário

0 Comentários